Se você sempre manda a primeira mensagem, propõe o encontro e tenta remarcar quando não dá certo, vale falar sobre isso. O interesse recíproco aparece na participação dos dois ao longo do tempo, e não em uma resposta rápida isolada.
Uma pessoa pode conversar pouco por mensagem e gostar de encontrar você. Outra pode escrever o dia inteiro e nunca combinar nada. Por isso, olhe para o conjunto antes de tentar decifrar cada palavra.
Quem ajuda a conversa a continuar?
Mais do que contar quem disse “bom-dia”, repare no que acontece depois. A pessoa retoma um assunto seu? Faz perguntas? Lembra de algo que vocês combinaram? Também encontra uma maneira de estar presente?
Não precisa haver uma divisão exata de mensagens. O ponto é perceber se existe espaço para você na relação ou se todo contato depende do seu esforço.
Um convite concreto esclarece mais que uma indireta
Em vez de publicar uma frase esperando uma reação, faça um convite que a pessoa consiga responder:
“Gostei da nossa conversa. Você quer tomar um café no sábado à tarde?”
Se ela não puder, uma alternativa proposta por ela pode ajudar a esclarecer a situação: “Sábado não consigo, mas domingo de manhã dá”. Uma recusa sozinha não determina nada; respostas vagas que se repetem deixam você sem um combinado.
Como perguntar sem cobrar uma declaração
Quando o contato continua indefinido, você pode colocar a dúvida em palavras simples:
“Tenho vontade de continuar te conhecendo, mas percebi que sou eu quem costuma procurar. Você também quer manter esse contato?”
Essa mensagem é um exemplo, não um teste com resposta certa. A pessoa pode querer algo diferente de você. Saber disso ajuda a decidir quanto tempo e disposição você deseja dedicar ao contato.
Demorar para responder não explica tudo
Trabalho, cuidados com a família e maneiras diferentes de usar o celular podem mudar o ritmo da conversa. “Visualizou”, “está online” ou um emoji não permitem concluir o que alguém sente.
Também não é preciso inventar desculpas para cada ausência. Se a falta de continuidade incomoda, diga qual tipo de contato funciona para você e veja se há disposição para conversar sobre isso.
E se a resposta continuar vaga?
Você pode encerrar a espera sem ameaçar nem criar um jogo de sumiço:
“Entendi. Vou deixar o convite em aberto; se você quiser marcar, me chama com um dia que funcione.”
Depois, escolha se quer manter esse contato como ele é. Não há um número de horas ou de mensagens que transforme alguém em interessado ou desinteressado.
Respeitar o que cada pessoa quer e os limites que ela expressa é uma base para essa conversa. A love is respect reúne orientações sobre comunicar necessidades e respeitar limites.